Tendencias de moda: las que se quedan y las que se van según IA
La IA no solo prevé qué prendas van a triunfar, sino que también detecta cuáles están quedando atrás. Isso acontece com base em pesquisas dos usuários, vendas em tempo real e até na análise de imagens que circulam nas redes sociais. Este ano, a moda tem se focado na funcionalidade, na sustentabilidade e na conexão emocional, deixando para trás o excesso que marcou anos anteriores.
Moda analógica como antídoto para o excesso digital
Um relatório da Trendsity menciona que o analógico deixa de ser apenas uma tendência de nicho e se transforma em algo muito maior. Peças como relógios mecânicos, sapatos de couro envelhecido e acessórios artesanais estão bombando, numa reação à hiperconectividade que vivemos hoje.
A IA identificou um crescimento de 40% nas buscas por “moda slow” em plataformas como o Pinterest, onde termos como “feito à mão” e “vintage autêntico” estão na crista da onda. Essa tendência traz um apelo estético e uma busca mais profunda, com os consumidores querendo reconectar com o que é tangível em tempos tão virtuais.
Maximalismo romântico e detalhes nostálgicos
Enquanto o minimalismo continua em alta, o maximalismo romântico, com rendados, babados, estampas florais e joias chamativas, ainda se faz presente, mas com uma reviravolta: menos excessos, mais intenção.
Uma análise da IA da Vogue Espanha mostra que 72% das buscas por “vestidos com detalhes vitorianos” são de pessoas com menos de 35 anos. Isso mostra que a Geração Z está adotando essa estética com um olhar renovado. Designers como Simone Rocha e Erdem estão apresentando essas silhuetas em passarelas, utilizando tecidos leves e se afastando do volume excessivo de temporadas anteriores.
A evolução do athleisure para a “moda híbrida”
O mundo da moda está vendo a fusão do esporte com a elegância em peças que podem ir do ginasio ao escritório. A IA da McKinsey prevê que os leggings de tecidos técnicos, certamente os que têm acabamentos premium, além de tênis com solado confortável e casacos mais finos, vão continuar bombando, mas com um design mais polido.
Buscas por “looks esportivos para trabalhar” aumentaram 55% no Google durante 2025, e essa tendência só deve crescer em 2026, com marcas como Lululemon e Adidas liderando o mercado.
Moda circular e re-commerce como padrão
Para a IA, a sustentabilidade não é mais uma opção, mas uma exigência do consumidor. Plataformas como a Vinted e ThredUp registraram um crescimento de 300% nas vendas de segunda mão durante 2025, e isso só tende a aumentar em 2026.
Os algoritmos mostram que os consumidores estão interessados em peças que têm “história” e em marcas que oferecem programas de reciclagem ou reparação. Até mesmo o setor de luxo está se adaptando, com grifes como Gucci e Burberry lançando linhas de upcycling, que a IA projeta como um sucesso duradouro.
Estampados Bambi e o cottagecore urbano
Os motivos de ciervos, flores silvestres e tecidos como linho e algodão orgânico estão em alta, mas ganhando uma nova cara mais adaptada ao cotidiano da cidade.
A IA do Pinterest apurou que as buscas por “blusas com estampas de animais fofos” aumentaram 120% no último ano. Designers como Stella McCartney estão incorporando essas estampas em peças versáteis, como camisas e vestidos midi, que podem ser usados tanto em ambientes rurais quanto urbanos.
Tendências de moda para dar tchauzinho
Enquanto algumas tendências consolidam-se, a IA identificou quais estão em seu fim de ciclo e estão se despedindo. Veja o que, segundo os algoritmos, já não estará mais em alta em 2026:
1. Y2K em sua versão mais literal
O revival dos anos 2000, com calças de cintura baixa, tops justos e acessórios brilhantes, está chegando ao fim. A IA da Trendencias.com revela que as buscas por “looks Y2K” caíram 40% nos últimos seis meses.
A saturação dessa estética faz com que os consumidores busquem algo mais sóbio e equilibrado. Enquanto alguns elementos, como os jeans baggy, permanecem, a versão mais kitsch dos anos 2000 se despede.
2. Dad sneakers e calçados sem design
As sneakers tipo “dad”, como as Adidas Stan Smith e New Balance 990, assim como os sapatos planos sem personalidade, estão perdendo importância.
A IA da Lyst mostra que agora as pessoas preferem calçados com detalhes mais estruturados, como mocasines, sandálias de tiras finas e botinhas com salto baixo. As vendas de sneakers chunky caíram 25% no último trimestre de 2025, e a tendência só deve acentuar-se em 2026.
3. Denim sobre denim na versão mais extrema
O look total em denim, especialmente em tons claros e muito rasgado, deixará de ser tendência. Dados da Edited mostram que as marcas reduziram 30% a produção de peças jeans em tons lavados, priorizando azuis escuros e negros com cortes clássicos.
Agora, o jeans será usado em doses menores, misturado com peças neutras, em vez de outfits que predominavam monocromáticos nos anos passados.
4. Acessórios oversized sem propósito
Os bolsos gigantes, óculos de sol enormes e joias exageradas estão perdendo força. Segundo a IA da Farfetch, os consumidores estão buscando acessórios com equilíbrio, como bolsas de tamanho médio, óculos de armação fina e colares minimalistas.
A tendência de “menos é mais” se impõe, enquanto os design excessivos ficam reservados para ocasiões especiais.
5. Cargo em sua versão mais militar
Os pantalones cargo com muitos bolsos e corte amplo já estão se despedindo. A IA da WGSN mostra que as buscas por “calças cargo femininas” diminuíram 35%, enquanto as por “calças formais com bolsos discretos” estão em alta.
O estilo persiste em versões mais refinadas, como os cargos de Prada ou Balenciaga, mas o streetwear mais agressivo está perdendo espaço.
6. Cores neon e estampas psicodélicas
Os tons fluorescentes e os prints psicodélicos, que dominaram as coleções de 2023, estão atrás. A IA da Heuritech revelou que o uso de cores neon em passarelas caiu 50% na temporada de Outono-Inverno de 2026.
Em vez disso, estão ganhando destaque os tons terrosos, verdes musgo e azuis profundos, que trazem uma paleta mais orgânica e relaxante.
A Inteligência Artificial não apenas prevê tendências, mas também sinaliza um mudança cultural: as pessoas buscam moda com propósito, seja por meio da sustentabilidade, versatilidade ou pela reconexão com o que é analógico. As tendências que permanecem são aquelas que se adaptam à vida real, enquanto as que se vão tendem a ser as mais extremas ou efêmeras.